terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Iniciam-se os trabalhos

O fim de ano foi cheio, mas muito cheio mesmo de trabalho. Tanto que não estava conseguindo nem um tempinho pra escrever. Aí no domingo passado, o Leandro estava entrando na casinha azul empurrando um carrinho de mão cheio de massa de cimento. O carrinho entalou no degrau da porta e eu fui ajudar a desentalar. Pronto. Travei a coluna! Agora tô aqui sob efeito de anti-inflamatórios e com uma bolsa de água quente nas costas. Mas a parte boa é que achei o tempo que precisava pra postar. 

O ano passou tão depressa. Tanta coisa aconteceu. Perdi um carro. Pusemos a casa à venda. Desistimos de vender. A Frida chegou pra alegrar nossas vidas. A Raquel virou mãe (quem diria, e uma ótima mãe). A Rô virou mãe de novo, agora de menino, e as reuniões de família agora têm a novidade dos chorinhos, dos risinhos, daquele clima bom de família que tem um monte de criança. A Penélope nasceu. Passei muito estresse e muita raiva no trabalho. Franco e Regina casaram três vezes! (Depois explico essa história melhor.) E o mais louco, o mais inacreditável aconteceu: temos nosso pedaço de terra! Nossa casinha azul perdida no meio do verde, debaixo de um céu imenso, cheio de voos de passarinhos. Nosso barulhinho de água correndo, de canarinho cantando solto, nosso horizonte largo, nosso pôr do sol de mil cores. Ficamos um tempo meio apalermados, só curtindo a alegria de ter finalmente comprado a terra, mas logo tivemos que começar a planejar e trabalhar. E é trabalho que não acaba mais...



 Parece só um desenho estranho num pedaço de papel, mas é aqui que tudo começa... O mapa da nossa terrinha. Que alegria!


A primeira tarefa: desenhar mapas de acesso e planejar uma possível mudança da estrada.


Começando a preparar a terra, pra formas os pastos. A maior parte era de grama boiadeira, que não é muito nutritiva, e estava muito misturada com mato.


Deu uma tristeza ver a terra seca, remexida pelo trator, machucada...

Esse bichinho preto à esquerda da foto parece um gambá, mas é a Frida inspecionando os trabalhos.



No meio da terra desolada, a beleza resiste.

Frida continua a supervisão. Não sei se ela aprovou o trabalho, mas comeu várias minhocas e achou um casco de vaca fossilizado.

Bom, agora o que era só um sonho está virando realidade. E o problema é que a realidade é bem mais dura, mais difícil do que quando tudo é só sonhado. Pra sonhar, não se paga nada. Mas na realidade, tudo que a gente vai fazer gasta dinheiro, e dá trabalho. Estamos cansados, muito cansados, porque todo fim de semana, todo tempinho livre é usado para pensar, planejar, organizar, carregar coisas pra roça, arrumar coisas lá. Dá um frio na barriga de pensar se vamos conseguir deixar as coisas do jeito que queremos, que precisamos. Melhor nem pensar muito, senão fico doida! Mas não posso evitar de continuar sonhando. E no momento o meu sonho é ver a Morena e a Penélope pastando o capim verdinho que vai nascer nessa terrinha...








2 comentários:

  1. Que bom que no final tudo deu certo, e seu cantinho vai ficar lindo e do jeito que vocês querem. Quando fomos mora no campo ,também me entristecia com a demora das coisas, mas tudo deu certo e hoje olho pra nossa morada cheia de orgulho, por que foi nós que construímos. E assim vai ser a de vocês uma morada dos sonhos.
    Tenha um ótimo dia e se cuide, a coluna incomoda, sinto na pele os efeitos dos abusos.

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  2. Que suas palavras sejam proféticas e que realmente fique tudo lindo, como a sua morada, que é uma inspiração pra mim! Um abraço!

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